segunda-feira, 18 de novembro de 2013

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terça-feira, 22 de outubro de 2013


Linha
Que divide pela metade
Impede, segura e traz
De volta, o que já era pra ter ido.

Linha
Que confunde o caminho
Do labirinto de Creta
E insiste em não entender
Que a certeza do retorno
É o que nos permite ir embora.

Linha
Que corta a água
E a sua superficial lâmina. 
Aponta a superfície
Que, em nome do amor
          [o abafado amor]
Eu posso andar.

Linha
É hora de deixar ir
E ser grande o bastante 
Para confiar na força da espada
E se permitir, tranquila
O lento desenrolar de um novelo...

Não há tempo perdido.
 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


Cão que vaga, pela noite:
o quê procura?
Busca, busca e busca.
Vira as ruas, volta atrás
segue o rumo, segue o passo 
da luz que aponta
por trás de uma nuvem.

Para minha alegria
hoje é dele, a lua
e tão cheia, assim como o peito
de um cão que anda, anda e anda;
sem destino algum, contra o tempo.
E apenas busca.

Pois a noite é clara
e esta é a única (e toda verdade)
que importa agora.
Por tão minguante, que seja a sorte
que imita o sorriso
de uma vida curta.

Assim como é tua luz,
linda lua.
Que em tempos, cresce
no passo de um cão, que vaga
e de um poeta, que escreve
tentando encher de luz,
seu coração minguante.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

...wake me up lower the fever
walking in a straight line
set me on fire in the evening
everything will be fine
waking up strong in the morning
walking in a straight line
lately I'm a desperate believer
but walking in a straight line...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


"Os únicos presentes do mar são golpes duros,
e às vezes a chance de sentir-se forte.
Não compreendo muito o mar,
mas sei que as coisas são assim por aqui.
E também sei como é importante na vida
não necessariamente ser forte,
mas sentir-se forte.
Confrontar-se ao menos uma vez.
Achar-se ao menos uma vez na maior condição humana.
Enfrentar a pedra surda e cega a sós,
sem outra ajuda além das mãos e da cabeça."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


...mas se, indiferente à fortuna, aos prazeres, à ingratidão; e sabendo que te verás, muitas vezes só, entre feras humanas, ainda tens a alma estóica o bastante para encontrar satisfação no dever cumprido, se te julgas bem pago com a palavra de uma mãe, com um rosto que sorri porque já não sofre, com a paz de um moribundo a quem ocultas a chegada da morte; se desejas conhecer o homem, penetrar em toda a tragédia do seu destino, faz-te médico, meu filho.