Sinto sozinho
amando o sono
e sinto o vento
entrar no apartamento...
O conforto nos meus pés
e a cadeira no embalo
procuro um jeito triste
de por tudo não saber...
A minha casa é minha
e de tudo que couber
e agradeço sempre
aos céus por viver...
Queria um vinho ou um trago
e um cigarro
saboreando a sorte
aos poucos fenecer...
Mas eu vivo
e amo tudo
esposa e filhos
e o mundo
Mas eu sinto
uma saudade
de um tempo
sem idade...
myspace.com/daclima
domingo, 27 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A bula
Para ti, escrevo a primeira poesia
poderia declarar amor
e colocar acima de nós, homens
o valor que tens e guarda.
Mas faço isso
pelos próprios homens.
Faço isso pelo mundo.
Simples, ofereço-te meus braços
e abraço o irmão que chora.
Não quero aquela singela flor
que a ciência carrega
mas não aplica.
Como a droga preparada
sem nenhum efeito
para nenhum efeito.
Quero a droga humana
a batalha humana.
Não mais decorar bulas
e apresentar métodos.
Não mais ver nos olhos
o desespero das páginas,
a não compreensão das palavras.
Pois nada mais somos
que pequenos,
ingênuos de nossa grandeza, em conjunto.
Quero antes o coração,
para então desenvolver a técnica.
Medicina.
Recife, fevereiro de 2006.
Para ti, escrevo a primeira poesia
poderia declarar amor
e colocar acima de nós, homens
o valor que tens e guarda.
Mas faço isso
pelos próprios homens.
Faço isso pelo mundo.
Simples, ofereço-te meus braços
e abraço o irmão que chora.
Não quero aquela singela flor
que a ciência carrega
mas não aplica.
Como a droga preparada
sem nenhum efeito
para nenhum efeito.
Quero a droga humana
a batalha humana.
Não mais decorar bulas
e apresentar métodos.
Não mais ver nos olhos
o desespero das páginas,
a não compreensão das palavras.
Pois nada mais somos
que pequenos,
ingênuos de nossa grandeza, em conjunto.
Quero antes o coração,
para então desenvolver a técnica.
Medicina.
Recife, fevereiro de 2006.
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