Linha
Que divide pela metade
Impede, segura e traz
De volta, o que já era pra ter ido.
De volta, o que já era pra ter ido.
Linha
Que confunde o caminho
Do labirinto de Creta
E insiste em não entender
Que a certeza do retorno
É o que nos permite ir embora.
Linha
Que corta a água
E a sua superficial lâmina.
Aponta a superfície
Que, em nome do amor
[o abafado amor]
Eu posso andar.
Linha
É hora de deixar ir
E ser grande o bastante
Para confiar na força da espada
E se permitir, tranquila
O lento desenrolar de um novelo...
Não há tempo perdido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário