Quando o torpor chegar
avisem que fui dar uma volta
abrir um livro
gritar lá fora
descrever o grito
numa poesia qualquer.
Quando o torpor chegar
e minhas costas arderem
avisem que quero braços abertos
e um ombro tanto abraço
com os tantos braços de um carinho
e o calor de um beijo
salgado às lágrimas
do peito aberto...
...e estaremos vivos.
Quando o torpor chegar...
avisem que não quero mais...
aquela gente sã e covarde
quero os loucos
os sem-razão
as locomotivas
que maquinam as engrenagens
peito e braço
batendo forte
tum-tum-tum-tum-tum
quero o grito.
Quando o torpor chegar
o grito que assuste
o torpor de cada dia
queimando as raízes
profundas
onde corre a água
e lodo vira.
Quando o torpor chegar
quero estar preparado
munido de ombros fortes
para ambos os fardos.
Expirando, manifesto
cada ato.
Sensibilidade, conhecimento
E sabedoria, de fato.
domingo, 9 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Obrigatoriamente, cada um traz consigo apenas duas coisas: aquilo que se vê: história. E aquilo que se sente: saudade.
Outros conseguem trazer consigo algo ainda maior: esperança.
E o uso que fazemos de cada uma dessas coisas pode tornar qualquer dia um marco, se assim desejarmos.
Desejo este que não pode ser sentido de um forma qualquer, e sim com a força de uma oração.
Não aquele pai-nosso memorizado, e sim aquela prece sem ordem, que faz nossos
olhos e punhos estarem cerrados.
Aquela que atrai a força, que de tão intensa, pode trazer para si tudo aquilo que se deseja.
Por mais que eu saiba que ainda há (e sempre haverá), a dor nos hospitais, nas guerras, nos corações, e no dia que virá, sempre haverá um dia a se pontuar e começar de novo, mesmo que devagar.
Rezo então, não pelo alívio dos fardos, mas por ombros mais fortes.
Desejo que a alma de cada um seja abençoada.
Pela clareza e pela maior de todas as disciplinas:
a felicidade.
De viver com amor, respeitando a vontade do corpo e da mente, mas também a do acaso.
E todo o resto será de fato, feliz.
Porque isso aqui nada mais é do que uma grande escola.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Such is the way of the world
You can never know
Just where to put all your faith
And how will it grow
Gonna rise up
Bringing back holes and dark memories
Gonna rise up
Turning mistakes into gold
Such is the passage of time
Too fast to fold
And suddenly swallowed by signs
Low and behold
Gonna rise up
Find my direction magnetically
Gonna rise up
Throw down my haste in the road...
You can never know
Just where to put all your faith
And how will it grow
Gonna rise up
Bringing back holes and dark memories
Gonna rise up
Turning mistakes into gold
Such is the passage of time
Too fast to fold
And suddenly swallowed by signs
Low and behold
Gonna rise up
Find my direction magnetically
Gonna rise up
Throw down my haste in the road...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
substituído
assim como uma peça
naquilo que lhe cabe
como seu próprio sonho
de achar a peça
que lhe falta
em sua incompleta
miséria
de ser si só.
ao passo que
não compartilhas
aquilo que te é incomum
diferente
ou tão indiferente
a te provocar emoção.
aprecio teu rosto agudo
angulado, bonito
e tão estranho
quanto familiar é o encontro
de teu suor com o meu.
anseio
e na ânsia
do vômito
te expulso
daqui de dentro.
vais vai foi
embora a tal ponto
que andas em frente
e não regressas
a quebrar
a frágil cara
....
falsa
...
de
porcelana
..
boneca
.
mimada.
assim como uma peça
naquilo que lhe cabe
como seu próprio sonho
de achar a peça
que lhe falta
em sua incompleta
miséria
de ser si só.
ao passo que
não compartilhas
aquilo que te é incomum
diferente
ou tão indiferente
a te provocar emoção.
aprecio teu rosto agudo
angulado, bonito
e tão estranho
quanto familiar é o encontro
de teu suor com o meu.
anseio
e na ânsia
do vômito
te expulso
daqui de dentro.
vais vai foi
embora a tal ponto
que andas em frente
e não regressas
a quebrar
a frágil cara
....
falsa
...
de
porcelana
..
boneca
.
mimada.
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